quarta-feira, 22 de abril de 2015

O dia seguinte

Hoje estive para esbardalhar o focinho a um colega de trabalho, benfiquista, que teve a lata de me cumprimentar com um "bom dia, tudo bem?" enquanto sorria ligeiramente. Ele cumprimenta-me todos os dias desta maneira, mas hoje vir com um "tudo bem?" foi uma espécie de ironia inconsciente que lhe podia ter custado caro, e que só não custou porque ir agora para o fundo de desemprego não dava jeito nenhum. Apenas respondi, "tá tudo...", com a esperança de lhe devolver a pergunta na segunda-feira e com um sorriso de orelha a orelha.
De resto, passei o dia meio aziado, como é de calcular, mas cada vez mais convicto que fomos superiores ao Bayern no conjunto das duas mãos. Senão vejamos: foram quatro partes de 45 minutos, das quais ganhámos duas, empatámos uma e perdemos outra. Eu acho que até merecíamos passar. No mínimo, um jogo de desempate (eles sempre tiveram a a sorte de marcar 5 numa das partes...), um tira-teimas. A UEFA devia pensar nisto.

terça-feira, 21 de abril de 2015

5 minutos à Jackson no pesadelo de Munique

Não foi pelo Reyes que saímos hoje da Champions, goleados em Munique. Foi por toda uma diferença abismal que existe entre as duas equipas e os dois planteis, uma diferença que nós, e é preciso recordá-lo, soubemos anular brilhantemente no jogo da primeira mão. Não o esqueçamos. Mas ela está lá, a diferença. De ritmo, de andamento, de pressão, de condição física. Obviamente que ter dois centrais a jogar nas laterais não faz muito pelo nosso jogo de pressing constante - aquele que conseguimos fazer no Dragão. E ter um central lento como é Reyes encostado à linha não ajuda nada. Não querendo alinhar pelo comentário fácil a posteriori, sinceramente, não estava à espera de ver o mexicano em jogo hoje, quanto mais a titular. É certo que não eram muitas as alternativas, mas a presença de dois centrais ali, corta automaticamente qualquer veleidade de a equipa se estender para o ataque com rapidez. E, ficando encolhida lá atrás, sem poder sair em tabelas com os laterais, torna-se presa fácil para um tubarão de dentes afiados como foi este Bayern.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Quem faz de Danilo?

Ricardo-Maicon-Marcano-Indi.
Será este o quarteto defensivo amanhã em Munique? Ou haverá uma surpresa no lado direito?


domingo, 19 de abril de 2015

der Ball


Calma, jornal der Ball! Não precisam de ser tão ostensivos!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Hegemonias

O guru oleoso do comentário desportivo, que dá pelo nome de Rui Santos, apresentou uma tabela através da qual nos dá conta de que o FC Porto está a perder poder. A sapiência atribuiu pontos às várias competições e depois foi só pegar na máquina de calcular. A constatação imediata é a de que os coisinhos estão em primeiro lugar deste ranking, o que leva, desde logo, à mais importante das conclusões: o FCP perde poder. Qualquer um de nós pode fazer o seu próprio ranking, atribuindo os pontos que quiser às competições que quiser. Até podemos fazer as contas necessárias para que o clube do nosso coração fique em primeiro lugar.
Mas eu deixaria aqui apenas uma observação para as duas últimas competições da lista, a Taça da Liga e a Supertaça. Rui Santos atribui a uma taça recente, sem carisma, na qual os clubes aproveitam não poucas vezes para rodar jogadores menos utilizados um peso superior a um troféu que se disputa há mais de trinta anos, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol, o órgão máximo do pontapé na bola cá do sítio, e que junta o campeão e o vencedor da Taça de Portugal. Um troféu que faz parte da identidade do nosso futebol, mas que tem, para infelicidade de uns tantos milhões, um problema: o FCP ganhou 20 vezes este troféu. Que chatice. Ora, basta fazermos o exercício de invertermos as pontuações destas duas competições - Taça da Liga e Supertaça - para vermos o que acontece à chamada "perda de poder" do FC Porto. Experimentem.

(Um agradecimento ao nosso leitor Sardonicus, que publicou esta imagem no facebook do Pobo)


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Uma má notícia e uma boa notícia

A má: não vamos ter laterais para Munique.
A boa: Danilo e Alex Sandro irão estar nas meias finais.

domingo, 12 de abril de 2015

Vila do Conde: a resposta competente

Em Vila do Conde, uma grande primeira parte, em que não deixámos o Rio Ave respirar, quase garantia um segundo tempo tranquilo. Digo quase, porque os vilacondenses reduziram (já agora, Danilo e Maicon muito macios na abordagem ao lance) e seis milhões suspiraram que nos acontecesse o mesmo que a eles. Felizmente, houve aquele passe mal feito em zona proibida, Aboubakar foi competente a fazer o que se exigia e Hernâni finalizou com classe. Numa altura em que a questão do goal-average pode ser importante para a definição do título, podíamos e devíamos ter ido atrás de mais golos, mas os criativos já tinham saído (Brahimi e Quaresma) e Lopetegui pareceu dar sinal claro de que era altura de pausar o jogo e, acima de tudo, não meter o pé, não fosse ficarmos privados de mais jogadores por lesão.
Uma última palavra para aquele fora de jogo escandaloso que foi tirado no golo do Brahimi. É que nem se pode dizer que o árbitro auxiliar estivesse mal colocado. Nem se pode dizer que a jogada tenha sido muito rápida. Nem se pode dizer que estivesse em linha ou perto disso. Que se pode dizer, afinal?

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quaresma de luxo

Dá a impressão que Quaresma veio aqui ler o post anterior e decidiu responder com uma exibição fantástica a todos os níveis. Duas assistências  e dois golos. Precisamos muito deste Quaresma, agora que parece confirmada a ausência de Tello nos dois jogos da Champions e no galinheiro. Precisamos de um jogador sem medo, que olhe o adversário de frente e ponha a bola com açúcar na zona de finalização. Um jogador que pressione os defesas aos 77 minutos como no lance que deu origem ao quinto golo (ainda que me pareça, efetivamente, que há falta). Precisamos de um líder e, neste momento, Quaresma parece ser um dos que é capaz de dar um abanão no jogo e levar a equipa atrás.
Queria deixar aqui uma nota negativa para os assobiadores que, a meio da primeira parte, mostraram que ainda estavam com o chip da Madeira. Podiam ter aproveitado o intervalo, que não chovia, e ido para casa. O estádio, já de si longe de encher - perto dos 30 mil -, não precisa de ecoar assobios dos próprios adeptos.

domingo, 5 de abril de 2015

Tello lesionado

Partindo do princípio de que os extremos titulares são Brahimi e Tello, a lesão deste último abre as portas da titularidade para o jogo com o Estoril a Quaresma... ou a Hernâni, que deu muito boa conta de si no jogo contra os coisinhos da Madeira. Aliás, dizem as "más línguas" que Lopetegui não os teve no sítio quando preferiu tirar Hernâni em vez de Quaresma, quando o rendimento deste era manifestamente inferior. Por uma questão de equilíbrio dos humores de balneário, será natural a entrada de Quaresma no onze, mas o cigano vai ter de fazer muito mais do que o que lhe vimos fazer na quinta-feira.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Não se lhes pode dar a independência?


Faziam o campeonato, a taça e a liga deles e toda a gente ficava contente.

Uns metidos no jogo, outros longe dele

Perder uma vez com o Marítimo e dizer que foram lá uma vez e marcaram ainda se aceita. Agora, perder duas vezes já é burrice, no mínimo. E desleixo. Ninguém me tira da cabeça que esta equipa, este plantel, este treinador já estão completamente com a cabeça na Champions. Enquanto isso, vamos perdendo oportunidades. No campeonato e, agora, na Taça da Liga. Por isso, das duas uma, ou estes jogadores fazem o jogo das suas vidas contra o Bayern (com a devida compensação no resultado) ou levamos que contar.
Lopetegui tem tido um discurso acertado em relação às arbitragens, por muito que isso faça espécie aos José Nunes e aos Carlos Danieis deste país, mas hoje não tem razão em falar do penalti. A questão aqui é só uma: pagámos o preço da adaptação de um extremo a defesa. Ricardo não pode abordar aquele lance daquela maneira, até porque Maicon estava lá para fazer o corte. Ricardo tem estado bem naquela posição, mas é nestes pormenores que se nota quem tem rotinas defensivas e quem não as tem.
Voltamos ao início. Lopetegui diz que o penalti "os meteu no jogo". É caso para perguntar por que saímos nós do jogo depois da reviravolta. A mim não me impressionam os minutos de posse de bola e as combinações no meio campo se a equipa não é capaz de chegar à área com instinto letal. É que, convenhamos, uma oportunidade de golo em 45 minutos, para uma equipa que se orgulha de estar "entre as oito melhores da Europa" é muito pouco. Foi uma segunda parte mais de confusão do que razão. Pouca ou nenhuma estratégia. Apenas o amontoar de jogadores lá na frente (acabámos com Gonçalo, Aboubakar e Maicon na área).
Sim, Julen, estamos nas "duas competições mais importantes". Ganhar uma delas, pelo menos, fazia-me esquecer esta eliminação.

domingo, 29 de março de 2015

Falta o Moutinho

A capa de A Bola de hoje, cuja manchete é "Luz para campeões", está incompleta. Falta o João Moutinho. Também ele é português, vai jogar hoje pela seleção, e foi campeão na Luz em 2011 (às escuras e debaixo de água). Como é que foi possível esquecerem-se disto, senhores?

domingo, 22 de março de 2015

Foi do Bayern?

O que se passou hoje na Madeira foi uma espécie de soco no estômago. Já levamos anos e décadas a ver futebol e nunca estamos preparados para isto. A nossa equipa em crescendo exibicional nos últimos jogos, com grandes golos, com solidez defensiva. E a afirmar-se em termos europeus. O líder do campeonato perde, e a hipótese de ficarmos a um ponto está já ali ao virar da esquina. E não vamos além de um empate. Terrível desilusão num jogo contra uma equipa que nem pôde contar com três dos seus mais importantes jogadores. Nós, que não pudemos contar com Jackson (e que diferença faz para um Aboubakar esforçado, mas a léguas da qualidade do colombiano), devíamos e podíamos ter feito mais. Muito mais.
O discurso de Lopetegui para o exterior tem de ser aquele mesmo. Destacar a redução da diferença pontual e destacar o facto de, pela primeira vez, dependermos de nós próprios para sermos campeões. Reforçar a ideia de que ainda falta muito campeonato para jogar. O discurso para o interior, porém, tem de ser bem diferente. Pela forma apática como entrámos na segunda parte. Pelo domínio que consentimos ao adversário. Pelos erros de marcação no golo do Nacional e noutras jogadas que poderiam ter sido fatais (é inevitável pensar na incompetência defensiva de Alex Sandro em lances ao segundo poste). Se os coisinhos provaram do veneno de que têm vindo a beneficiar jogos a fio, mostrando, mais uma vez, que não têm qualidade para justificarem uma tão grande diferença de pontos, nós, com este empate, também não transmitimos uma ideia de força, também nos recusámos a marcar uma posição de afirmação. Ao invés, a mensagem que fica é a de falta de fiabilidade. Aquela imagem que em outubro e novembro foi atribuída à tal rotatividade.
Razões para esta entrada apática na segunda parte? Se tivéssemos um treinador português, seria fácil criticar a habitual "gestão do resultado" de que somos pródigos assim que nos encontramos a ganhar. Mas temos um treinador espanhol, ambicioso, habituado a motivar malta jovem com sede de afirmação. O que falhou, então? As bolas nos postes? O penalti sobre o Quaresma? Ou o pensamento já no Bayern de Munique, misturado com a presunção de uma vitória mais ou menos garantida?

sábado, 14 de março de 2015

Braguinha

Um amigo diz-me que eles vão perder pontos quando menos se esperar. Espero que sim. Hoje o domínio foi tal sobre o Braga que nem mesmo a costumeira expulsão pode ser argumento (já agora, uma falta estúpida porque o Salvio nunca chegaria à bola). Muito pressionado pelos coisinhos, o Braga não ligou uma jogada, não teve uma oportunidade. Nada, zero. No fundo, um filme já visto no jogo contra o FC Porto. Só que, de acordo com a teoria vermelhusca, no jogo contra nós, o Braga não fez porque não quis. Hoje, na Luz, não fez porque não pôde, certamente.
Palmas para o árbitro, que teve a coragem de - finalmente - assinalar falta num dos famosos bloqueios do Luisão na área adversária, e amarelar o Gaitán, que mergulhou na área como se não houvesse amanhã.

sábado, 7 de março de 2015

Este é o Porto que queremos

Só errei nos marcadores e no resultado, não na vitória do FCP nem no choradinho do Sérgio Conceição. Já percebi este projeto de treinador: quando a coisa não corre de feição à sua equipa, a culpa é do árbitro. É desonesto, vê jogos que não existiram, cria polémica para abafar a sua incompetência. Hoje o FC Porto dominou o Braga em 90% do jogo. Foram fraquíssimos os arsenalistas, aliás tal como já o tinham sido a jogar contra 9 na Taça da Liga. Conceição agarra-se a hipotéticos casos de arbitragem porque sabe que vai ter aliados na imprensa e no país vermelhusco. Espero, sinceramente, que este projeto de homem nunca tenha sucesso enquanto treinador. Enoja-me.
Quanto ao nossos, que isso é que importa, passaram mais um teste decisivo com distinção. Eu tinha dito que passar Boavista, Sporting, Braga e atingir os quartos-de-final da Champions seria uma prova de capacidade, de maturidade, de competência. Só falta a última etapa deste ciclo. Independentemente dos erros do passado e mesmo que não cheguemos a ser campeões, esta equipa vai dar luta até ao fim. E é isso que os portistas exigem. E estão a ter.
Lopetegui demorou a perceber o "sistema" jornalístico português, mas mais vale tarde que nunca. Estou a adorar a forma como olha os jornalistas de frente e lhes diz na cara que fazem perguntas que não passam de provocações ou de lugares comuns para encher o tempo. Continua, Julen, por muito que os comentadores se cocem na TV porque te acham "demasiado agressivo" ou "arrogante". É disto que precisamos.
Para Jackson, a última palavra. Que o jogador mais importante do clube, neste momento, recupere depressa. Enquanto isso, temos Aboubakar e Gonçalo, prontos para provar que são alternativas válidas.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Flashes

Tanto sobre o que escrever, tão pouco tempo para o fazer. Enfim.
Hoje, em Braga, após a vitória indiscutível, com dois de Jackson e um de Evandro, Sérgio Conceição irá atirar-se ao árbitro e, entre outras coisas, dizer que é um homem sério, com família e que exige respeito.
Domingo, Kayembé vai marcar o golo da vitória nos descontos, correr para a câmara mais próxima e levantar a camisola onde se lerá, por baixo, "Je suis Porto".
Há bocadinho, li no JN online que Paulo Pereira Cristóvão e o artista da Juve Leo vão ficar em prisão preventiva. Nunca fez tanto sentido a canção "Só eu sei por que não fico em casa".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O mínimo exigível

Ainda esperei dois ou três minutos até festejar o golo do Danilo, não fosse o árbitro mandar repetir o penalti. Este inglês fez uma arbitragem muito fraquinha, sempre em prejuízo do FC Porto. E nem estou a falar do golo anulado ao Casemiro (na verdade, Marcano influencia a movimentação do guarda-redes). Estou a falar, como erros mais graves, claro, do penalti escandaloso sobre Jackson e do perdão do segundo amarelo ao Samuel no lance da mão. Mas não foi só isso. Não percebo como é que o Basileia chegou ao fim com os onze em campo nem como é que uma lei que nunca é aplicada no futebol atual (amarelo por "pedir" amarelo) foi-o hoje contra nós.
Em suma, não foi fácil jogar contra um árbitro destes nem contra um Basileia tão "aguerrido" (para ser simpático). Mas, como portista, queria mais. Queria sair dali com uma vitória. A sensação com que se fica é que era possível ganhar este jogo (estou a ver, neste momento, um Lopetegui bastante zangado na conferência de imprensa...). Mas depois começamos a pensar que temos um Tello em subrendimento (ou será que ele é mesmo isto?), um Casemiro que seguramente falhou 75% dos passes que efetuou ou um Herrera que faz passes ao guarda-redes adversário quando teve tempo para se enquadrar com a baliza e preparar o remate - quando pensamos nisto -, o melhor é desfrutarmos deste empate que nos abre excelentes perspetivas de ir para os quartos de final.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Menos dois pontos

Na prática, o empate ou a derrota dos coisinhos vai dar ao mesmo. Em qualquer das situações, teremos de ir ganhar à Luz e ser campeões na ponta final do campeonato. É certo que o resultado de ontem não nos deixa a depender apenas de nós, mas pelo que a equipa do catedrático da bola jogou, acredito que vão perder pontos. Mais do que nós, que também não somos fiáveis na matéria.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Uma vitória, três pontos e... amanhã há mais

Estamos todos curiosos para saber quem é que Lopetegui vai tirar das alas para voltar a pôr Brahimi. Se ele for um gajo como deve ser, tira o Tello, que ainda hoje fez um jogo sofrível, ficando na retina aquele lance incrível em que se isolou, parou, fintou, não passou, não rematou, quis voltar a fintar e perdeu a bola. A indefinição ou a má definição. Um pouco o que tem sido este espanhol ao longo da época. Com momentos bons, sem dúvida, mas a deixar a impressão que não vai dar mais do que aquilo. Um adepto mais radical dirá que Tello é um Adrián Lopez, mas com velocidade.
Quaresma, desta vez, fez os noventa minutos e esteve muito em jogo, por vezes surpreendendo ao surgir no miolo a construir. Um amigo disse-me recentemente que, ao perder velocidade e capacidade de explosão nesta fase da carreira, talvez não fosse má ideia colocar Quaresma no meio, atrás do ponta de lança. Uma espécie de dez. Mas para isso tínhamos o Quintero.
O gajo de que ninguém gosta fez hoje duas assistências para golo. E não errou um passe. Continuo a gostar dele e a reconhecer-lhe muitas qualidades, mas tem de fazer mais jogos destes, com maior constância. E, já agora, rematar à baliza.
Amanhã, temos calimeros contra coisinhos. Uma vitória destes é uma desgraça. Um empate é uma boa notícia. Uma vitória dos verdinhos é a nossa oportunidade.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Apanhar a toalha do chão

Esta capacidade de regeneração que o futebol nos traz é fantástica. No domingo à noite chorávamos que nem umas madalenas o afastamento do título, recuperávamos velhas acusações a Lopetegui, perguntávamos a Indi "Como foi possível?", púnhamos em causa a SAD e insinuávamos o fim do período de validade do nosso Presidente. Vinte e quatro horas depois, desligávamos a TV segundos após Paixão apontar para a marca da grande penalidade e abríamos a boca de espanto, uma hora a tal depois, com os noticiários a darem destaque a um tal Sérgio Oliveira. Ontem à noite, esquecíamos tudo e sorríamos com um miúdo de apelido célebre a mostrar que está destinado a ser grande como o pai - ou ainda maior, quem sabe. Em quatro dias, estivemos no inferno, mas voltámos para ver se ainda conseguimos um lugarzinho no céu esta época. Apanhemos a toalha do chão.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ainda vamos ficar atrás do Sporting?

Hoje apetecia-me dizer muito mal de muita coisa na nossa equipa, mas não sei se o vou fazer. Talvez amanhã.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Os guerreiros somos nós

E eu só venho aqui dizer que sentimos um grande orgulho nos nossos adeptos, nos nossos jogadores, no nosso treinador e no nosso PRESIDENTE.


ps - Sérgio Conceição, és muito pequenino, pá!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Seis seguidas

Perdem-se campeonatos em jogos como os de ontem. Um campo impróprio que favorece quem joga na raça, no choque, no ressalto. O Penafiel fez isso, e bem, conseguindo reduzir num lance em que a nossa defesa fez lembrar os tempos de Paulo Fonseca: jogadores a atrapalharem-se, desorientação, falha técnica.
Por momentos, pairou a dúvida sobre o resultado final, mas o génio de Jackson Martinez resolveu, junto à linha de fundo, um problema complicado, conseguindo criar as condições para o terceiro golo, que acabou com as dúvidas.
Mais uma etapa cumprida. E vão seis seguidas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

El mejor del mundo

Aquele grito em castelhano vai vender mais uns milhares de camisolas, com a imagem de Cristiano Ronaldo estampada por cima de um "Sí" gigantesco a fazerem a moda dos próximos tempos. Não me admiraria nada que isto fosse um golpe comercial fabricado pelo marketing madridista.
A "promessa" de apanhar o Messi vai ser aproveitada pela imprensa catalã e, já agora, pelos argentinos, que vão ver aquela referência como um prestar vassalagem ao verdadeiro, na opinião deles, melhor jogador do mundo. E vão cobrar-lhe estas palavras daqui a um ano.
À parte estes dois pormenores, nada de surpreendente esta eleição e inteiramente justa. Ronaldo é uma máquina.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Porto e Sporting - duas vitórias robustas

Hoje fechei os olhos e imaginei que estávamos a jogar contra os coisinhos. Foi mesmo bom. Depois, abri os olhos e vi que era o último classificado, ainda sem vitórias. Não menosprezando esse dado objetivo da posição que o Gil ocupa, é preciso dizer que jogámos bem e marcámos cinco grandes golos. Os motores demoraram a aquecer, mas, quando aquilo arrancou definitivamente, foi um massacre autêntico. Ainda estava 0-0 e eu dizia a um amigo, no meu sempre saudável otimismo, "Isto vai ser uma seizada". Foram seis golos, no total, por isso acertei. Só não gostei da forma como sofremos o golo. Acorda, Alex Sandro, que estás aqui, estás a ser ultrapassado por um Angel com asas.
Tudo indica que a crise no Sporting acabou hoje com a vitória sobre o Estoril. Afinal, o futebol ainda é futebol e os resultados ainda ditam as regras. Pelo caminho, fica a imagem de um presidente fraco que falhou precisamente onde deveria ter mostrado força e personalidade. Fica a imagem de um clube onde há quem faça biscates e saia chamuscado. E fica a imagem de um clube onde a estratégia de comunicação para o exterior é no mínimo ridícula.
Em relação ao jogo, achei que o Sporting jogou muito bem. Mas, acima de tudo, gostei de ver o clube que pugna pela moralização no futebol e não admite atrasos em campo das equipas adversárias ter um jogador que se faz expulsar propositadamente, falseando a verdade desportiva, para poder jogar o jogo que mais lhe convém.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Desejos para 2015

A ordem é irrelevante e a importância é subjetiva. São doze desejos do Pobo do Norte para 2015.

1. Que o Gaitán tenha, já este fim de semana, uma entorse no dedo mindinho do pé esquerdo que o impeça de jogar até final da época.
2. Que se acerte, de uma vez por todas, na forma como se escreve o nome do treinador do Zenit. Será com um ou com dois "éles"? Tem hífen ou não?
3. Que o Hélton e o Opare tenham oportunidade de jogar para, também eles, serem campeões.
4. Que o Bruno de Carvalho faça "like" na página de facebook do Pobo do Norte e passe a publicar os seus comunicados na nossa página. É um bocado difícil, esta segunda parte da frase, nós sabemos.
5. Que o António Oliveira consiga dizer "Lopetegui". Ou então que o Miguel Guedes regresse ao Trio de Ataque.
6. Que os árbitros auxiliares frequentem ações de formação em "A lei do fora de jogo no futebol" e esqueçam tudo o que aprenderam na formação de agosto 2014, "A lei do fora de jogo nos jogos do Benfica".
7. Que o Deyverson e o Miguel Rosa joguem todos os jogos da segunda volta. Incluindo "aquele".
8. Que o Jackson volte a marcar penaltis. Porque gostamos de o ver marcar penaltis. Porque até a falhar penaltis o cha cha cha tem estilo.
9. Que o Brahimi passe a bola.
10. Que o Manuel José volte para o Egito (ou "Egipto" para quem se revolta com o acordo ortográfico).
11. Que o Dragão tenha um "detetor de assobiadores aos 10 minutos de jogo (ou quando o Adrián Lopez não domina a bola)" e lhes barre a entrada.
12. Que o Cristiano Ronaldo pare com aquela cena de lamber os lábios quando está a ser entrevistado. Que nojo.

Estes são os nossos desejos para 2015. E os vossos?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Um bom 2015

Fui só eu que vi a bola a bater no braço do jogador do Rio Ave antes de ir ao braço do Casemiro? Calma, Luís Freitas Lobo, é preciso dizer tudo. O comentador que se orgulha de não falar de arbitragem apressou-se a ver ali um penalti. Mas faltou-lhe ver o resto. Visão seletiva, se calhar.

(foto gentilemente cedida por J. J. Reis, que a publicou no nosso post do facebook)

Bem, eu até nem ia escrever sobre futebol, mas aquele lance mexeu-me com o sistema nervoso (e eu tenho muito sistema nervoso).

Quero ir ao mais importante, que é desejar um bom ano de 2015 a todos os leitores deste blogue e a todos os que, para além de o lerem, deixam aqui umas palabrinhas na caixa de comentários, particularmente os senhores da seguinte lista, que são dos mais assíduos a comentar. O nosso muito obrigado, sem vocês este blogue não era a mesma coisa.

André Pinto
Miguel Lima
Ribeiro DeepBlue
Marco Teixeira
condor
reine margot
cian
Vítor Guimarães
Netshark
Jorge Vassalo
rbn
Antonio Silva
Azul
Zé Luís
meirelesportuense
Filipe Sá
miguel.ca
littbarski
Rui Rocha
Pentadragão
Armando Pinto
Josef K.
glorigozo 5lb

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Botação: o onze do Sporting para hoje

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Resultados, aqui:
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Vou-me embora, mamã

Marco fica, Marco sai, Marco fica. O dia de hoje foi particularmente agitado para os lados de Alvalade, tudo por causa de notícias de A Bola e de O Jogo que deram como certa a saída de Marco Silva. A restante comunicação social foi atrás e, de repente, gerou-se o tumulto nas redes sociais, com a maioria dos adeptos lagartais a pedir a cabeça do presidente. Entretanto, Bruno de Carvalho já veio dizer que é descabida qualquer notícia sobre a saída do treinador. Eu acrescentaria... "hoje", porque a avaliar pelas palavras de José Eduardo, que não é propriamente uma pessoa mal informada dentro do clube, a coisa está para rebentar. Não me admiraria que Bruno de Carvalho tivesse recuado depois da reação dos adeptos a esta notícia. Ele que preza tanto a popularidade e tudo faz para não perder o protagonismo. Aguardemos, que isto está a ser divertido.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Justiça divina

José Nunes, o benfiquista que comenta os jogos de futebol para a Antena 1, acaba de dizer que a vítória do seu clube contra o Gil Vicente foi "inteiramente justa", isto apesar do "golo em fora de jogo" que lhes deu essa mesma vitória. Em jeito de sentença final, o alegre comentador disse: "O golo em fora de jogo não põe em causa a justiça da vitória do Benfica. Mas põe em causa o trabalho do árbitro." A isto eu chamo justiça divina. O Benfica tem o direito divino de ganhar. Se é em fora de jogo ou com a mão, isso pouco interessa. O ónus da vergonha recai sobre o árbitro. Nunca sobre o clube beneficiado - quando se chama Benfica, atenção. 
Eu vi grande parte do jogo e achei que o clube do milhafre, mais uma vez, não jogou a ponta dum corno. Mas José Nunes consegue transformar uma exibição pobre, que teve direito a assobios no final, num jogo complicado, "depois de um grande esforço com o Braga" e com o seu clube "desfalcado". Tudo são desculpas.
O tratamento que o FC Porto tem dos seus jogos não é bem o mesmo. Ainda na sexta, a exibição do FC Porto - que ganhou 4-0 - era apelidada, aos microfones da TSF, pelo Costa Monteiro e o João Ricardo Pateiro, de "paupérrima" e "miserável" e, a todo o momento, referiam-se os assobios que vinham das bancadas. Lembrava-se a derrota com os coisinhos e achava-se que a equipa não superou o trauma. No final, uma vitória por 4-0. Mas uma exibição de fugir! Eu pergunto: e se fossem os coisinhos a dar 4-0? Que se diria? E se tivéssemos nós ganho com um golo em fora-de-jogo?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Maré vermelha

Jesus disse há bocado: "Fomos melhores que o Braga, criámos mais oportunidades, jogámos muito bem e não merecíamos chegar ao fim a perder."
Onde é que já ouvimos isto?