quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O mínimo exigível

Ainda esperei dois ou três minutos até festejar o golo do Danilo, não fosse o árbitro mandar repetir o penalti. Este inglês fez uma arbitragem muito fraquinha, sempre em prejuízo do FC Porto. E nem estou a falar do golo anulado ao Casemiro (na verdade, Marcano influencia a movimentação do guarda-redes). Estou a falar, como erros mais graves, claro, do penalti escandaloso sobre Jackson e do perdão do segundo amarelo ao Samuel no lance da mão. Mas não foi só isso. Não percebo como é que o Basileia chegou ao fim com os onze em campo nem como é que uma lei que nunca é aplicada no futebol atual (amarelo por "pedir" amarelo) foi-o hoje contra nós.
Em suma, não foi fácil jogar contra um árbitro destes nem contra um Basileia tão "aguerrido" (para ser simpático). Mas, como portista, queria mais. Queria sair dali com uma vitória. A sensação com que se fica é que era possível ganhar este jogo (estou a ver, neste momento, um Lopetegui bastante zangado na conferência de imprensa...). Mas depois começamos a pensar que temos um Tello em subrendimento (ou será que ele é mesmo isto?), um Casemiro que seguramente falhou 75% dos passes que efetuou ou um Herrera que faz passes ao guarda-redes adversário quando teve tempo para se enquadrar com a baliza e preparar o remate - quando pensamos nisto -, o melhor é desfrutarmos deste empate que nos abre excelentes perspetivas de ir para os quartos de final.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Menos dois pontos

Na prática, o empate ou a derrota dos coisinhos vai dar ao mesmo. Em qualquer das situações, teremos de ir ganhar à Luz e ser campeões na ponta final do campeonato. É certo que o resultado de ontem não nos deixa a depender apenas de nós, mas pelo que a equipa do catedrático da bola jogou, acredito que vão perder pontos. Mais do que nós, que também não somos fiáveis na matéria.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Uma vitória, três pontos e... amanhã há mais

Estamos todos curiosos para saber quem é que Lopetegui vai tirar das alas para voltar a pôr Brahimi. Se ele for um gajo como deve ser, tira o Tello, que ainda hoje fez um jogo sofrível, ficando na retina aquele lance incrível em que se isolou, parou, fintou, não passou, não rematou, quis voltar a fintar e perdeu a bola. A indefinição ou a má definição. Um pouco o que tem sido este espanhol ao longo da época. Com momentos bons, sem dúvida, mas a deixar a impressão que não vai dar mais do que aquilo. Um adepto mais radical dirá que Tello é um Adrián Lopez, mas com velocidade.
Quaresma, desta vez, fez os noventa minutos e esteve muito em jogo, por vezes surpreendendo ao surgir no miolo a construir. Um amigo disse-me recentemente que, ao perder velocidade e capacidade de explosão nesta fase da carreira, talvez não fosse má ideia colocar Quaresma no meio, atrás do ponta de lança. Uma espécie de dez. Mas para isso tínhamos o Quintero.
O gajo de que ninguém gosta fez hoje duas assistências para golo. E não errou um passe. Continuo a gostar dele e a reconhecer-lhe muitas qualidades, mas tem de fazer mais jogos destes, com maior constância. E, já agora, rematar à baliza.
Amanhã, temos calimeros contra coisinhos. Uma vitória destes é uma desgraça. Um empate é uma boa notícia. Uma vitória dos verdinhos é a nossa oportunidade.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Apanhar a toalha do chão

Esta capacidade de regeneração que o futebol nos traz é fantástica. No domingo à noite chorávamos que nem umas madalenas o afastamento do título, recuperávamos velhas acusações a Lopetegui, perguntávamos a Indi "Como foi possível?", púnhamos em causa a SAD e insinuávamos o fim do período de validade do nosso Presidente. Vinte e quatro horas depois, desligávamos a TV segundos após Paixão apontar para a marca da grande penalidade e abríamos a boca de espanto, uma hora a tal depois, com os noticiários a darem destaque a um tal Sérgio Oliveira. Ontem à noite, esquecíamos tudo e sorríamos com um miúdo de apelido célebre a mostrar que está destinado a ser grande como o pai - ou ainda maior, quem sabe. Em quatro dias, estivemos no inferno, mas voltámos para ver se ainda conseguimos um lugarzinho no céu esta época. Apanhemos a toalha do chão.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ainda vamos ficar atrás do Sporting?

Hoje apetecia-me dizer muito mal de muita coisa na nossa equipa, mas não sei se o vou fazer. Talvez amanhã.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Os guerreiros somos nós

E eu só venho aqui dizer que sentimos um grande orgulho nos nossos adeptos, nos nossos jogadores, no nosso treinador e no nosso PRESIDENTE.


ps - Sérgio Conceição, és muito pequenino, pá!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Seis seguidas

Perdem-se campeonatos em jogos como os de ontem. Um campo impróprio que favorece quem joga na raça, no choque, no ressalto. O Penafiel fez isso, e bem, conseguindo reduzir num lance em que a nossa defesa fez lembrar os tempos de Paulo Fonseca: jogadores a atrapalharem-se, desorientação, falha técnica.
Por momentos, pairou a dúvida sobre o resultado final, mas o génio de Jackson Martinez resolveu, junto à linha de fundo, um problema complicado, conseguindo criar as condições para o terceiro golo, que acabou com as dúvidas.
Mais uma etapa cumprida. E vão seis seguidas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

El mejor del mundo

Aquele grito em castelhano vai vender mais uns milhares de camisolas, com a imagem de Cristiano Ronaldo estampada por cima de um "Sí" gigantesco a fazerem a moda dos próximos tempos. Não me admiraria nada que isto fosse um golpe comercial fabricado pelo marketing madridista.
A "promessa" de apanhar o Messi vai ser aproveitada pela imprensa catalã e, já agora, pelos argentinos, que vão ver aquela referência como um prestar vassalagem ao verdadeiro, na opinião deles, melhor jogador do mundo. E vão cobrar-lhe estas palavras daqui a um ano.
À parte estes dois pormenores, nada de surpreendente esta eleição e inteiramente justa. Ronaldo é uma máquina.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Porto e Sporting - duas vitórias robustas

Hoje fechei os olhos e imaginei que estávamos a jogar contra os coisinhos. Foi mesmo bom. Depois, abri os olhos e vi que era o último classificado, ainda sem vitórias. Não menosprezando esse dado objetivo da posição que o Gil ocupa, é preciso dizer que jogámos bem e marcámos cinco grandes golos. Os motores demoraram a aquecer, mas, quando aquilo arrancou definitivamente, foi um massacre autêntico. Ainda estava 0-0 e eu dizia a um amigo, no meu sempre saudável otimismo, "Isto vai ser uma seizada". Foram seis golos, no total, por isso acertei. Só não gostei da forma como sofremos o golo. Acorda, Alex Sandro, que estás aqui, estás a ser ultrapassado por um Angel com asas.
Tudo indica que a crise no Sporting acabou hoje com a vitória sobre o Estoril. Afinal, o futebol ainda é futebol e os resultados ainda ditam as regras. Pelo caminho, fica a imagem de um presidente fraco que falhou precisamente onde deveria ter mostrado força e personalidade. Fica a imagem de um clube onde há quem faça biscates e saia chamuscado. E fica a imagem de um clube onde a estratégia de comunicação para o exterior é no mínimo ridícula.
Em relação ao jogo, achei que o Sporting jogou muito bem. Mas, acima de tudo, gostei de ver o clube que pugna pela moralização no futebol e não admite atrasos em campo das equipas adversárias ter um jogador que se faz expulsar propositadamente, falseando a verdade desportiva, para poder jogar o jogo que mais lhe convém.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Desejos para 2015

A ordem é irrelevante e a importância é subjetiva. São doze desejos do Pobo do Norte para 2015.

1. Que o Gaitán tenha, já este fim de semana, uma entorse no dedo mindinho do pé esquerdo que o impeça de jogar até final da época.
2. Que se acerte, de uma vez por todas, na forma como se escreve o nome do treinador do Zenit. Será com um ou com dois "éles"? Tem hífen ou não?
3. Que o Hélton e o Opare tenham oportunidade de jogar para, também eles, serem campeões.
4. Que o Bruno de Carvalho faça "like" na página de facebook do Pobo do Norte e passe a publicar os seus comunicados na nossa página. É um bocado difícil, esta segunda parte da frase, nós sabemos.
5. Que o António Oliveira consiga dizer "Lopetegui". Ou então que o Miguel Guedes regresse ao Trio de Ataque.
6. Que os árbitros auxiliares frequentem ações de formação em "A lei do fora de jogo no futebol" e esqueçam tudo o que aprenderam na formação de agosto 2014, "A lei do fora de jogo nos jogos do Benfica".
7. Que o Deyverson e o Miguel Rosa joguem todos os jogos da segunda volta. Incluindo "aquele".
8. Que o Jackson volte a marcar penaltis. Porque gostamos de o ver marcar penaltis. Porque até a falhar penaltis o cha cha cha tem estilo.
9. Que o Brahimi passe a bola.
10. Que o Manuel José volte para o Egito (ou "Egipto" para quem se revolta com o acordo ortográfico).
11. Que o Dragão tenha um "detetor de assobiadores aos 10 minutos de jogo (ou quando o Adrián Lopez não domina a bola)" e lhes barre a entrada.
12. Que o Cristiano Ronaldo pare com aquela cena de lamber os lábios quando está a ser entrevistado. Que nojo.

Estes são os nossos desejos para 2015. E os vossos?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Um bom 2015

Fui só eu que vi a bola a bater no braço do jogador do Rio Ave antes de ir ao braço do Casemiro? Calma, Luís Freitas Lobo, é preciso dizer tudo. O comentador que se orgulha de não falar de arbitragem apressou-se a ver ali um penalti. Mas faltou-lhe ver o resto. Visão seletiva, se calhar.

(foto gentilemente cedida por J. J. Reis, que a publicou no nosso post do facebook)

Bem, eu até nem ia escrever sobre futebol, mas aquele lance mexeu-me com o sistema nervoso (e eu tenho muito sistema nervoso).

Quero ir ao mais importante, que é desejar um bom ano de 2015 a todos os leitores deste blogue e a todos os que, para além de o lerem, deixam aqui umas palabrinhas na caixa de comentários, particularmente os senhores da seguinte lista, que são dos mais assíduos a comentar. O nosso muito obrigado, sem vocês este blogue não era a mesma coisa.

André Pinto
Miguel Lima
Ribeiro DeepBlue
Marco Teixeira
condor
reine margot
cian
Vítor Guimarães
Netshark
Jorge Vassalo
rbn
Antonio Silva
Azul
Zé Luís
meirelesportuense
Filipe Sá
miguel.ca
littbarski
Rui Rocha
Pentadragão
Armando Pinto
Josef K.
glorigozo 5lb

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Botação: o onze do Sporting para hoje

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Vou-me embora, mamã

Marco fica, Marco sai, Marco fica. O dia de hoje foi particularmente agitado para os lados de Alvalade, tudo por causa de notícias de A Bola e de O Jogo que deram como certa a saída de Marco Silva. A restante comunicação social foi atrás e, de repente, gerou-se o tumulto nas redes sociais, com a maioria dos adeptos lagartais a pedir a cabeça do presidente. Entretanto, Bruno de Carvalho já veio dizer que é descabida qualquer notícia sobre a saída do treinador. Eu acrescentaria... "hoje", porque a avaliar pelas palavras de José Eduardo, que não é propriamente uma pessoa mal informada dentro do clube, a coisa está para rebentar. Não me admiraria que Bruno de Carvalho tivesse recuado depois da reação dos adeptos a esta notícia. Ele que preza tanto a popularidade e tudo faz para não perder o protagonismo. Aguardemos, que isto está a ser divertido.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Justiça divina

José Nunes, o benfiquista que comenta os jogos de futebol para a Antena 1, acaba de dizer que a vítória do seu clube contra o Gil Vicente foi "inteiramente justa", isto apesar do "golo em fora de jogo" que lhes deu essa mesma vitória. Em jeito de sentença final, o alegre comentador disse: "O golo em fora de jogo não põe em causa a justiça da vitória do Benfica. Mas põe em causa o trabalho do árbitro." A isto eu chamo justiça divina. O Benfica tem o direito divino de ganhar. Se é em fora de jogo ou com a mão, isso pouco interessa. O ónus da vergonha recai sobre o árbitro. Nunca sobre o clube beneficiado - quando se chama Benfica, atenção. 
Eu vi grande parte do jogo e achei que o clube do milhafre, mais uma vez, não jogou a ponta dum corno. Mas José Nunes consegue transformar uma exibição pobre, que teve direito a assobios no final, num jogo complicado, "depois de um grande esforço com o Braga" e com o seu clube "desfalcado". Tudo são desculpas.
O tratamento que o FC Porto tem dos seus jogos não é bem o mesmo. Ainda na sexta, a exibição do FC Porto - que ganhou 4-0 - era apelidada, aos microfones da TSF, pelo Costa Monteiro e o João Ricardo Pateiro, de "paupérrima" e "miserável" e, a todo o momento, referiam-se os assobios que vinham das bancadas. Lembrava-se a derrota com os coisinhos e achava-se que a equipa não superou o trauma. No final, uma vitória por 4-0. Mas uma exibição de fugir! Eu pergunto: e se fossem os coisinhos a dar 4-0? Que se diria? E se tivéssemos nós ganho com um golo em fora-de-jogo?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Maré vermelha

Jesus disse há bocado: "Fomos melhores que o Braga, criámos mais oportunidades, jogámos muito bem e não merecíamos chegar ao fim a perder."
Onde é que já ouvimos isto?

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Injusto, sim.

Concordo, em termos gerais com as declarações de Lopetegui. Fomos superiores. Não diria "muito, muito, muito" superiores, como disse o basco, mas superiores. E as estatísticas provam-no. E o jogo que todos vimos ainda mais. Devemos ver esta derrota, dentro do fenómeno futebolístico como... possível. Daí não poder estar mais de acordo com o treinador quando diz que o futebol é o único desporto em que podemos ser superiores e perder o jogo. Viu-se isso no domingo. Aliás, há um treinador português que, por certo, concordará com Lopetegui, porque, em 2011/2012, num jogo internacional, disse o seguinte:

"O que conta no futebol é o resultado e a maior parte da pessoas fazem os juízos de valor pelo resultado. Respondendo à sua pergunta, a minha equipa não merecia sair daqui a perder, porque foi melhor equipa durante a maior parte do tempo do jogo. Foi a equipa que criou mais oportunidades de golo. (...) São situações [as oportunidades perdidas], pormenores do jogo, que poderiam ter ditado outro resultado"

Não sabem que é o treinador que produziu estas afirmações? Vejam o vídeo.

Não me peçam para entrar em esquizofrenias "à António Oliveira". Aliás, o antigo treinador do FC Porto deve fazer as delícias dos adeptos benfiquistas com aquele estilo que roça, às vezes, o primário, sendo, muitas vezes, mais cáustico para com o próprio clube do que para com os adversários.
Hoje vi e ouvi a melhor análise sobre o jogo de domingo contra os coisinhos: a de Vítor Pereira, no programa Grande Área. Estou absolutamente de acordo com ele. Entrámos bem, criámos oportunidades para estar em vantagem na primeira meia hora, criámos oportunidades para voltar a discutir o jogo - já com 0-2. Falhámos. O Benfica apanhou-se a ganhar sem saber bem como e, a partir daí, como equipa mais experiente que é, soube não cometer erros. Não digo controlar o jogo porque, efetivamente, nunca o conseguiu de forma sólida e continuada. O segundo golo nasce de uma completa passividade de alguém que deixa Talisca receber, olhar, preparar e rematar, ele que o faz - rematar de fora da área - como nenhum dos nossos médios titulares são capazes de o fazer. Fabiano não segurou, porque o remate foi muito bem colocado e com muita força. A partir daí era uma questão de saber para onde iria ressalto. Podia ter ido para o Marcano, foi para o Lima.
Voltando ao início. Até ao primeiro golo, o adversário fez um remate completamente inofensivo, e para fora, por Gaitán e outro, por Talisca, que Fabiano encaixou com facilidade. Ambos os remates de fora da área. Ou seja, até ao golo, o Benfica não entrou na grande área do FC Porto. Até então, poderíamos e deveríamos ter acabado com o jogo. E só não o fizemos porque Herrera fez um remate paupérrimo em zona privilegiada de finalização e porque Jackson permitiu a defesa de Júlio César, numa zona em que o colombiano costuma ser letal. Para além disso, houve um cartão amarelo a André Almeida, houve uma arrancada de Tello que criou extremas dificuldades a Júlio César e houve uma mão não assinalada de Maxi Pereira, que daria um livre em jeito de canto mais curto (e se a mão na área que nos anulou um golo foi assinalada, esta também devia tê-lo sido). Resumindo, até aos 36 minutos, era uma questão de saber se íamos marcar ainda na primeira parte ou apenas na segunda. E já seria injusto irmos empatados para o intervalo.
Depois, surge o golo. Não me lixem, mas aquele golo nem nos juniores se sofre. Danilo assumiu a culpa de não ter reagido (mérito a Lima, nesse ponto), e Fabiano ficou na linha de baliza. E depois, há que dar mérito aos coisinhos, porque eles metem oito jogadores na zona de perigo: cinco na grande área, e três à entrada da mesma. Nós tínhamos nove (não contando com o Fabiano), por isso não era tão difícil assim alguma coisa correr mal (como correu). Vejam o vídeo. Após o lançamento, toda a gente falhou o cabeceamento, incluindo Jardel e os três portistas que se preocuparam com ele, e Lima teve reflexos mais eficazes e rápidos. Se o 0-0 seria injusto ao intervalo, um 0-1 foi-o ainda mais.
O resto foi uma equipa de miúdos a querer fazer tudo com o coração e uma equipa de graúdos com a ratice necessária para não abanar lá atrás. E mesmo assim, poderiam ter abanado se aquelas bolas na barra têm entrado.
Do ponto de vista individual, desiludido pela baixa produção dos extremos, excetuando os primeiros 15 minutos de Tello, e cada vez mais convencido de que Herrera não é homem para estas exigências. Pelo menos de modo continuado. Gostava muito que o mexicano entrasse no lote restrito daqueles médios carismáticos  e talentosos de que nos vamos recordar para sempre, mas desconfio que é no grupo dos Defours, Souzas, Tomás Costas ou Chippos que vai acabar por cair.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lopetegui, rua!

Esta manita com que despachámos o Rio Ave era para acontecer daqui a 15 dias. E agora? Mais uma prova de má gestão desportiva de Lopetegui.

domingo, 30 de novembro de 2014

Tudo a saltar! Tudo a saltar!

Moutinho agarra o braço de Bernardo Silva e entoa o "Tudo a saltar! Tudo a saltar!", numa clara tanga à eliminação dos coisinhos da Europa. O mundo benfiquista está em choque. Eu considero que, a partir deste momento, João Moutinho ascendeu à categoria de deus azul e branco.

 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sem colinho é outra coisa

Jesus tinha razão. Este grupo podia dar para qualquer lado. Podia e pode dar para o Bayer, podia e pode dar o Zenit e podia e pode dar para o Mónaco. Só não pode dar para os coisinhos, que foram de vela depois da derrota de hoje. Para compor o ramalhete, o Mónaco ganhou ao Bayer e fez o resto. Bem dizia o mestre das chicla, no final do jogo com o Zenit, que "o que se vai passar no jogo do Bayer e do Mónaco é um problema do Bayer e do Mónaco, e o Benfica não tem nada a ver com isso". Com isso e com a Europa. Nada a ver.
Acabo por ficar um pouco chateado com esta saída da Europa dos coisinhos porque, assim, vão poder poupar jogadores para o jogo do Dragão quando receberem o Bayer. Nós também, já agora, mas por outras razões.
Falando agora do maior clube do mundo, ontem, fizemos o que nos competia contra o Bate Borisov, ou seja, ganhar. Fosse por um fosse por seis, o importante era trazer os três pontos. Missão cumprida, num jogo em que Herrera foi mágico. Mas apenas o foi porque Lopetegui lhe deu instruções, ao intervalo, para aparecer na área, ao lado de Jackson, coisa que não tinha acontecido numa primeira parte soporífera. Acabei de elogiar Lopetegui, caso não tenham percebido.
PS - Uma pessoa tenta abstrair-se dos coisinhos e há sempre qualquer coisa que não deixa. Alguém viu o que Roberto fez hoje na derrota do Olympiacos com o Atlético de Madrid?

domingo, 23 de novembro de 2014

Anjo Pérez

Como é que foi possível o árbitro não assinalar grande penalidade naquela bordoada do Anjo Pérez no jogador do Moreirense? É que não é por nada: se o clube de Moreira de Cónegos faz o segundo, não sei, não. Assim, passa-se de um mais que provável 3-2 para um 4-1 demolidor, segundo a opinião da imprensa. Pois é, esta época está a ser muito engraçada.

Encontrámos o Freddy Adu

Tem 25 anos e está a jogar no Jagodina, da Liga Sérvia. Era só. Boa noite.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

No sítio certo

Adrien falha completamente o remate. A bola tabela com alguma violência num Eder que, apesar de não perceber muito bem o que lhe aconteceu, está no sítio certo. O ressalto envia a bola na direção da linha de fundo, mas Quaresma, um extremo puro, está no sítio certo e faz o sprint de uma vida para chegar primeiro que o defesa. O cruzamento sai perfeito para a cabeça de Rafael Guerreiro, que estava, também ele, no sítio certo (para um ponta de lança, não para um defesa esquerdo). Portugal marca golo. Portugal ganha à Argentina.
Alguns minutos antes do golo, António Tadeia tinha comentado o jogo pouco feliz de Ricardo Quaresma. É engraçado como se poupam críticas às vacas sagradas ou a meninos de ouro em ascenção por terras valencianas, mas não se hesita, sempre que há oportunidade, em fazer observações negativas a Quaresma. Caramba, ele já estava há dois jogos consecutivos a ser importante na seleção. Não podia continuar a ser. Mas o cigano mais uma vez fintou o destino e mostrou-se decisivo.

sábado, 15 de novembro de 2014

Mas este homem não pára?



A Argélia ganha à Etiópia e Yacine Brahimi acaba de marcar o terceiro. E que golo!

Vincent Aboubakar



O nosso Aboubakar marcou o golo que apurou os Camarões para a CAN. Ou muito me engano, ou temos aqui o sucessor de Jackson Martínez. Que a equipa saiba jogar para ele.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Dizima-mos, pá


(Imagem retirada do fórum do Portal dos Dragões)

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sporting em 8.º (mas nem tudo é mau)

O Sporting caiu hoje para o oitavo lugar da liga. O Rio Ave deu três secos à Académica e, por via disso, empatou em pontos com o clube dos calimeros. No entanto, a equipa das listras verdes e brancas verticais tem mais um golo marcado do que a equipa das listras verdes e brancas horizontais, o que automaticamente atira esta para oitavo lugar.
Mas, caros sportinguistas, nem tudo são más notícias: o Moreirense, nono classificado, tem menos quatro pontos do que o vosso clube, por isso - alegrem-se! - é matematicamente impossível ao Sporting descer qualquer posição na próxima jornada.

Mais uma queda

A última coisa com que os portistas se deviam preocupar, neste momento, é com a suposta "traição do Tó-Zé". Sinceramente, custa-me ver algumas opiniões sobre esta questão, como se passasse por aí parte da justificação para o nosso empate. Isto é conversa de tasca que só serve para criar ruído à volta da equipa e alimentar o lixo jornalístico que abunda por aí - de que o Record é o seu máximo expoente. A mim, isto causa-me tanta confusão quanto o dragão tatuado no braço do Tello. Ou seja, nenhuma.
O que me parece importante, nesta altura, é tentar perceber quando é que Lopetegui vai assumir que Adrián Lopez falhou (e está a falhar) no FC Porto. Quando é que o treinador vai perceber que, não obstante o valor pago pelo jogador, ele funciona como um corpo estranho na equipa, é uma peça com defeito na engrenagem que tão boa conta deu de si nos últimos jogos. Quando é que vai perceber que toda e qualquer adaptação do modelo de jogo em função de Adrián está votada ao fracasso.
Há quem diga que este era - ou é - um campeonato fácil de ganhar: os coisinhos na ressaca das vitórias do ano passado, com um nível exibicional bem abaixo do esperado; os lagartos a constituírem-se como um flop a toda a prova, apesar da cagança do seu presidente. E nós? Com um plantel sobre o qual já nem vale a pena falar, mas com um treinador que, apesar dos méritos que lhe reconheço, insiste em dar tiros nos pés em alturas decisivas. Um custou-nos a saída de uma competição. Este custa-nos o afastamento em relação ao primeiro e queda para terceiro, numa altura em que a retoma era evidente. E logo num campeonato em que o líder não joga um caracol e vê a estrelinha arbitral estender-lhe pequenos tapetes vermelhos que lhe vão abrindo caminho até ao objetivo pretendido. Até quando vamos ficar a olhar de baixo?

domingo, 2 de novembro de 2014

Duas pinceladas

1. O golo de Talisca é um grande golo. O golo de Brahimi é um golo monumental. Toda e qualquer tentativa de os equiparar precisa de uma consulta urgente no oftalmologista.

2. Nove jornadas decorridas. Paulo Fonseca à frente de Marco Silva. Engraçado, não é? Estou para ver o que Bruno de Carvalho vai inventar esta semana para desviar as atenções do facto de este Sporting ter ganho menos jogos do que aqueles que não ganhou.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Brincar ao futebol

O Comité e Controlo Ética e Disciplina da UEFA ainda deve estar a tentar perceber o que levou um clube português que ninguém conhece na Europa a requerer – em tom quase de exigência – a repetição de um jogo por causa de erros de arbitragem. É que não há registo, na história mais recente do futebol mundial, de uma decisão nesse sentido. Não há, simplesmente. Nenhum órgão, alguma vez, repetiu um jogo porque um árbitro se enganou num penalti ou num fora-de-jogo. A malta da UEFA deve estar indecisa entre olhar para isto como um case-study de esquizofrenia desportiva ou um mero episódio humorístico. “Who is Bruno de Carvalho? The new Benny Hill? He’s so funny!”. Os alemães do Schalke 04 acharam isto tão engraçado que até o publicaram no seu site oficial.
A ideia deste Sporting é que “ninguém brinca connosco, mas nós podemos brincar com o futebol”. Só assim se explica a alternativa que dão à UEFA de, caso o jogo não seja repetido, pagarem o prémio monetário relativo a um empate. Para além de néscios, estes lagartos são uns galhofeiros. Nós também queríamos a repetição dos jogos em Guimarães e em Alvalade. E a Inglaterra, por certo, não enjeitaria a possibilidade de repetir o jogo do Mundial 86 com a Argentina. Como se não bastasse, o Sporting vai pedir ao Comité uma justificação do porquê da decisão. Portanto, eles acreditam mesmo nas suas exigências. Talvez a esquizofrenia seja mesmo a hipótese a considerar.
PS – O Sporting de Gijon está a pensar publicar uma declaração a dizer que nada tem que ver com esta situação.

domingo, 26 de outubro de 2014

É isto, senhor Lopetegui

Não posso falar com propriedade sobre o jogo de ontem porque não o vi com olhos de ver, mas, pelo que me fui apercebendo, fiquei impressionado com a alta rotação dos nossos jogadores e com a atitude que colocaram em campo. O lugar-comum de que a motivação com que se entra em campo para um jogo do nosso campeonatozinho não é a mesma da que se tem para um jogo de Champions League caiu ontem por terra. Os nossos jogadores pareciam ligados à corrente e destroçaram por completo uma equipa que já provou não ser fácil de bater. Isto aconteceu num jogo em que Lopetegui quase repetiu o onze anterior. Terá sido coincidência ou será este o caminho? Eu, para ser coerente com o que tenho defendido, opto pela segunda hipótese.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Jornada da Champions

À terceira jornada da Liga dos Campeões, a classificação é a seguinte:
1.º - FC Porto - 7 pontos
2.º - Sporting - 1 ponto
3.º - Benfica - 1 ponto

FC Porto - Athletic Bilbao
Foi um jogo parecido com o do Sporting para a taça, com a diferença de termos ganho este. De resto, voltámos a alternar momentos de pujança futebolística com outros de desnorte coletivo. Voltámos a desperdiçar oportunidades e tivemos a oferta-do-costume-que-dá-em-golo-adversário. Quintero é o homem que acerta linhas de passe para o golo e Casemiro é o homem que acerta nos adversários (quando não lhes dá a bola redondinha). A posição 6 precisa urgentemente de Rúben Neves. Lembram-se que a nossa melhor fase foi quando este miúdo foi titular? Quaresma entrou, foi feliz e fez-nos felizes. Custou-me ver a forma menos exuberante como Lopetegui festejou o golo do cigano. Achei até ridícula aquela expressão e o gesto de apontar para Quaresma como quem diz "Olha, afinal, tu até marcas golos! Ainda vais dar jogador, pá!"
Schalke 04 - Sporting
A partir de ontem, Bruno de Carvalho tem mais alvos com que se preocupar na sua missão pela justiça no futebol: a UEFA, o Platini, a Gazprom e os russos. Vais ter muito que trabalhar e muito toner para gastar em comunicados, ó Bruninho.
Monaco - Benfica
A aproximação entre o nosso Presidente e o presidente dos coisinhos, que até já aviam umas sandes de pernil à mesma mesa, impede-me de ser mais cáustico. Apenas posso dizer que foi uma pena aquele cabeceamento ao lado de um gajo italiano chamado Raggi, pertinho do final. E fico-me por aqui.

domingo, 19 de outubro de 2014

O jogo que não podíamos perder

Adrián Lopez não saiu do banco contra o Braga, para o campeonato. Na Ucrânia, jogou os últimos 12 minutos do jogo. Em Alvalade, não saiu do banco. No Porto-Boavista, o jogo do dilúvio, jogou os últimos 8 minutos. Contra o Bate Borisov, foi titular.
Hoje, um mês depois da goleada que nos deixou a todos felizes, Adrián Lopez voltou a ser titular, num jogo de elevada dificuldade, com caráter de "final", como disse Lopetegui na antevisão. Não se trata aqui de criticar o avançado espanhol - que, por acaso, tarda em justificar o valor que se diz que pagámos por ele - mas de trazer, mais uma vez, à discussão as opções do treinador quando tem de construir um onze titular. Aconteceu com Adrián o que tinha acontecido com Quaresma em Alvalade. Após um período de apagamento, o treinador põe-no a jogar num jogo de risco elevado.
Podem continuar a argumentar com a enorme qualidade do plantel, mas eu mantenho a ideia de que devem jogar sempre os melhores nos grandes jogos. E essa necessidade aumenta exponencialmente quando o adversário se chama Sporting e passa as semanas anteriores a tratar-nos abaixo de cão na comunicação social. Este era um jogo que tínhamos de ganhar! Porque não era só a passagem à próxima eliminatória que estava em causa. Era a nossa honra e o nosso orgulho. Saímos da Taça e acabámos o jogo a levar "olés".
Lopetegui tem de perceber que não pode rodar o plantel num jogo destes. Ele tem de perceber que Brahimi, Martins Indi, Alex Sandro, Tello têm de jogar estes jogos de início. E tem de perceber que o Casemiro já não dá garantias há muitos jogos e que Rúben Neves está com a corda toda para ocupar a posição 6. Mas não percebe, nem quer perceber. Para ele, somos uma espécie de Barcelona que começa a trocar a bola a partir do guarda-redes, nas calmas, e vai por ali fora até ao golo. Os nossos adversários já toparam a cena e agora pressionam-nos com 5 ou 6 homens logo no nosso meio-campo, provocando o nosso erro. E o erro acontece, cada vez com mais frequência, porque cada vez é mais previsível a forma como saímos a jogar.
Eu não sei se Lopetegui vai manter este espírito de rotatividade até ao fim, se o vai fazer por teimosia, ou por absoluta crença de que é o melhor para a equipa. Uma coisa é certa, isto não está a dar resultado, e o jogo de hoje marca o final de uma fase na relação dos adeptos com a equipa. A partir de agora, a tolerância será zero.