quarta-feira, 20 de maio de 2015

São papoilas assaltantes

A PSP achou que aquele tipo de modelo de festa podia não correr bem. A PSP talvez perceba destas coisas de ajuntamentos de milhares de pessoas na rua, digo eu, mas aos coisinhos ninguém manda dizer como se deve fazer. Eles querem, eles fazem. O resto que se lixe. A polícia que se entretenha a apanhar os cacos. E a levar com eles. Foi o que aconteceu.
Como se não bastasse ignorarem as orientações das forças policiais, ainda quiseram fazer deles os bombos da festa, projetando em ecrã gigante a agressão do adepto em Guimarães às mãos de um polícia tresloucado. Olha que ideia brilhante! 'Bora lá transformar esta praça numa batalha campal e tornar verdadeiramente memoráveis estes festejos.
Já que se fala em momentos edificantes, podiam ter transmitido também os adeptos que foram às compras após o jogo de Guimarães mas não encontraram a caixa registadora para pagar. Em tempos de crise, era serviço público.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Herrera

Eu juro que fiz um esforço para gostar do Herrera. Quando ele chegou, em 2013/2014, dei-lhe o benefício da dúvida: primeiro ano num grande clube europeu, adaptação difícil a um futebol rápido e inserção numa equipa muito limitada que tinha Josués e Licás a titulares, alternativas como Defour ou Carlos Eduardo, e viu sair, ainda decorria o campeonato, o seu líder, Lucho González. Pensava eu, na altura, e por certo muitos portistas também, que este mexicano ao qual se reconheciam, e reconhecem, atributos técnicos acima da média, se fosse inserido numa equipa de classe superior, poderia revelar-se o jogador capaz de valer os 8 milhões que demos por 80% do passe.
Depois veio o Mundial e ficámos com água na boca. A seleção mexicana teve uma boa prestação e o nosso médio foi um dos protagonistas. Todos pensámos que a segunda época - acontece com tantos jogadores - é que ia revelar o grande talento mexicano. Reconheço que Herrera evoluiu da primeira para a segunda época, fez jogos bons, teve momentos de classe, mas nunca teve aquela constância que caracteriza os eleitos. Fez um campeonato razoável, o que, no FC Porto, não chega. E se da primeira para a segunda época depositei esperança na sua evolução, neste momento acho que não vai dar mais do que aquilo. E aquilo que dá é manifestamente pouco. Herrera nunca será aquele jogador de que um dia nos vamos lembrar com saudade. Nunca será um Alenitchev ou um Emerson, por exemplo. Teve a sua hipótese no jogo do Dragão contra o clube do manto protetor, mas falhou completamente o remate numa zona privilegiada para fazer o golo (e, quem sabe, mudar a história deste campeonato). Não me lembro, em todo o ano, de um rasgo genial, de um momento em que tivesse feito a diferença. Talvez dê um ótimo suplente na próxima época, ele que tem contrato até 2017. Quem sabe?

domingo, 17 de maio de 2015

Não merecemos nada

Depois de passar a semana a dizer que a equipa sabia o que tinha de fazer em Belém, que os jogadores estavam focados em continuar na luta pelo título, o que é que acontece hoje? Talvez e só a pior exibição da época. Ou, pelo menos, uma das que figuram certamente no grupo das piores. Alguém enganou Lopetegui. Ou ele é que nos enganou, a todos nós, adeptos. Porque não se admite aquela postura em campo, não se compreende tanta apatia e azelhice ao mesmo tempo. Se o clube do manto protetor ainda estivesse a ganhar 3, 4 a zero, com as coisas já decididas em termos de título, talvez fosse compreensível algum desânimo à medida que o jogo fosse avançando. Mas, pelos vistos, nem o facto de haver 0-0 em Guimarães os fez comer a relva. Acabámos por lhes entregar o campeonato numa bandeja de prata quando tínhamos tudo para os fazer sofrer até à última.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Coisas que se entranham

Eu e um amigo meu temos por hábito referirmo-nos ao clube do manto protetor como "os cães". É já um epíteto com muitos anos e, atenção, nada tem de menosprezo por essa maravilhosa espécie animal. Aliás todos temos a nossa maneira especial de nos referirmos aos nossos rivais futebolísticos. Falando especificamente dos coisinhos - cá está, aqui no Pobo adotámos esta singela designação - falando neles, dizia eu, há quem se refira a eles como "benfas", "bermelhos" ou, voltando ao mundo animal, as "galinhas", entre outros. Nas conversas com o meu amigo, isto já sai naturalmente. "Viste o golo em fora-de-jogo dos cães?" ou "Os cães mais uma vez foram levados ao colo" ou "Sabias que a boazona da Nuria Madruga é adepta dos cães?" são frases que povoam as nossas conversas. Todo este paleio para chegar ao jornalista da TVI, o Pedro Pinto, que teve, mais uma vez, aquele "deslize". O que é compreensível. Se eu ou o meu amigo fôssemos apresentadores televisivos, seria natural deixarmos escapar em direto e ao vivo o tal epíteto com que carinhosamente os tratamos. São coisas que se entranham com o uso.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Um comentário

Já o fizemos no passado. Colocar em publicação um dos muitos comentários - excelentes, como é normal - de um dos nossos leitores. Este que vamos publicar hoje está no post anterior a este. Uma reflexão a todos os títulos pertinente que todos os portistas devem fazer. O nosso agradecimento ao MT.

"Infelizmente, problemas familiares graves subalternizaram a bola, e não vi nem o infame 6-1 com o Bayer nem o incipiente 0 - 0 com o SLB que está bom de ver arruinou qualquer hipótese de ganhar o campeonato. Está também bom de ver que este artigo é mero wishfull thinking. Não vamos ganhar a ponta de um corno, o que apenas se compara no reinado do Pinto da Costa a uma longínqua época dos anos 70 com o Pedroto a treinador. Estive sempre muito descrente com esta equipa, tendo os jogos com o SCP e o Bayern no Dragão criado uma ilusão de mudança. O banho de realidade com os alemães e os relatos dos abraços na luz quando terminou o jogo voltaram a cimentar em definitivo a minha opinião. Este Porto é uma "mierda" Aprendi a amar este clube, ainda criança nos idos anos 80. O Gomes foi o meu primeiro e talvez único ídolo que o "pecado" da adulação não é coisa que me assista . João Pinto, Jaime Magalhães, André, Madjer, Aloísio, Baía, Domingos, Jorge Costa, Deco, criaram a tal mística que todos recordamos com saudade e que desejamos ingenuamente que volte. Não vai voltar. O mundo mudou. A lei Bosman e entrada em força das corporações financeiras e dos milionários transformaram o futebol num mero negócio submetido aos ditames da UEFA e da FIFA. A Liga dos Campeões ("campeões" onde cabem quartos classificados da Espanha e da Inglaterra....)está feita à medida das grandes Ligas Europeias e apenas algumas equipas com orçamentos colossais de 3, 4 países a vão ganhar doravante. A Taça da Liga é uma competição de equipas de refugo. O Real Madrid não trocaria a Taça do Rei pela Liga Europa.... Neste contexto, o Porto optou por ser um clube que promove jogadores aspirantes a serem vendidos aos tais colossos gerando mais valias financeiras imediatas. O contexto do futebol actual não permite que os planteis durem pelo menos alguns anos. As equipas de Moutinho e Villas Boas foram rapidamente desmontadas. Mesmo jogadores portugueses com qualidade formados no clube não resistem aos apelos dos empresários e ao dinheiro que é aquilo que verdadeiramente interessa numa carreira efémera em que o romantismo finou. O glorioso Benfica fez-se num tempo em que o prémios de jogo eram camisas e garrafas de brandy. Muitos iam para o futebol para terem acesso a uma carreira no sector fabril ou industrial. Os jogadores, mesmo das grandes equipas eram operários. Não eram milionários. Nos anos 70 as coisas começaram a mudar, a profissionalização surgiu em definitivo, mas os clubes de futebol ainda tinham uma identidade nacional e regional muito vincadas. Hoje, com a excepção do Atlético de Bilbau quantos clubes de média/grande dimensão têm maioritariamente jogadores das regiões a que pertencem, ou mesmo do país? Este fenómeno é irreversível e afectou todos os clubes. O FCP soube-se adaptar e conseguiu manter o sucesso desportivo. O Benfica deixou de dar tiros nos pés a imitando a nossa fórmula (investimentos avultados em jogadores de qualidade com a ajuda de fundos de jogadores. Estabilidade directiva e técnica) prepara-se para contrariar em definitivo a nossa hegemonia. Some-se a isso o enfraquecimento do nosso presidente que permitiu que tomassem de assalto os bastidores do futebol e com um apito avermelhado bem grande e ruidoso vão tecendo a sua "influência" sem escutas importunas e chatices com o Ministério Público. Mas se quisermos que as coisas mudem não podemos cair no erro de arranjar culpados para as nossas próprias falhas. Ficarei desgostoso se ouvir falar em arbitragens e "azares" no fim da época. Na minha opinião: 
1 - Mudar a direcção. O Pinto da Costa merece todas as homenagens e nunca se esqueça que o Porto tornou-se o maior clube português depois do 25 de Abril pela devido ao seu trabalho. Mas tudo tem um fim. Está limitado pelos problemas de saúde e quer queiramos quer não pelo processo do Apito Direccionado. Poderia ser criada uma alteração nos estatutos que o colocasse como presidente emérito, como o Real Madrid fez com o Di Stefano. Precisamos de alguém que seja duro e que nos defenda quando não nos respeitam. Precisamos do Pinto da Costa da penhora da retrete das Antas. Mas esse, já não volta.
2 - Os prémios devem ser apenas dados quando há de facto sucesso desportivo. É uma vergonha que se dêem milhares a dirigentes com segundos lugares e apuramentos para fases eliminatórias da Champions. Prémios só com título de campeão Nacional, meias finais da Champions ou Final da Liga Europa. Nem a Taça de Portugal deve dar prémio. Os Caldeiras e Fernandos Gomes da vida andam relaxadinhos porque sabem que chorudo guito vai pingar na conta. Nós, adeptos ou sócios, apenas ficamos com a frustração.
3 - Controlar de novo os activos. Estou completamente farto de ver jogadores em fases cruciais da época dizerem aos jornais que querem sair ou que não estão felizes com isto ou aquilo. Isto não acontecia antigamente. Elucidar implacavelmente os jogadores e os empresários que esse tipo de procedimento é inaceitável. Se violado, equipa B ou no limite expulsão, nem que seja o jogador mais valioso do plantel. Informar também os jogadores que não se trocam abraços e mimos com gente que constantemente nos ataca, odeia e despreza. Ninguém quer violência mas por favor poupem-nos a climas de lua de mel.
4 - Premiar o sucesso quando ele surge. Muita da massa adepta do Porto tornou-se passiva e dolente. O Jesualdo ganhou 3 campeonatos, saiu pela porta pequena sem um agradecimento. O Vítor Pereira com equipas inferiores às do Jesus ganhou dois campeonatos com uma única derrota. Era gozado. Vi adeptos a dizerem que se o Vítor Pereira conseguia ser campeão até um burro podia ser treinador do Porto. Nos últimos dois anos ganhamos uma Super-Taça. Que dizer agora?
5 - Manter o treinador. Será trágico se fizermos do Lopetegui o bode expiatório."

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Uma derrota por 0-0

Ninguém ficou ficou satisfeito. Nós porque não ganhámos e não nos impusemos de forma categórica como se exige a uma equipa que quer ser campeã. Eles porque, no fundo, no fundo, têm a consciência que não jogaram um caracol e deram uma imagem muito fraquinha de um campeão anunciado. O primeiro remate à baliza de Helton aos 5 minutos da segunda parte? Em todos o caso, se há sentimento de derrota, esse pertence-nos.
As equipas anularam-se durante a primeira meia hora. Ninguém conseguia três passes seguidos. Na verdade, eles estavam na expectativa do erro nosso (exatamente como no Dragão, lembram-se?). Nós tentávamos construir, mas as sucessivas "faltinhas a meio-campo" de que este Benfica é pródigo esta época encarregavam-se de destruir qualquer intenção nossa de chegar à área contrária. Só nos último quarto de hora da primeira parte é que começámos a mandar no jogo e foi aí que conseguimos a grande oportunidade pelo Jackson.
Este seria um jogo fantástico para Tello. Porque o jogo estava a pedir velocidade e lançamentos para as costas da defesa vermelha. Não havia Tello, não havia velocidade. Oliver fazia o que podia encostado à linha e Brahimi fazia o que podia e o que não devia encostado a dois e, às vezes, três defesas contrários. Na única vez que o argelino não tentou fintar meio mundo e preferiu dar para trás, Danilo cruzou e nós tivemos tal oportunidade.
Na segunda parte, foi precisamente quando nós começámos a arriscar mais com a entrada de extremos puros que os coisinhos aproveitaram, em contra golpe ou em faltas que foram ganhando (a  maior parte delas com grande talento para o teatro dos seus jogadores), para chegarem, então sim, com perigo à baliza de Helton.
Notou-se que a nossa equipa foi ficando cada vez mais impaciente e nervosa, facto ao qual o crescente nervosismo do próprio Lopetegui também não ajudou (já agora, a propósito do final, independentemente do que Jesus lhe terá dito durante o jogo, o nosso mister tem de dar a resposta na conferência de imprensa, e com nível que já foi capaz de demonstrar esta época).
Em termos de arbitragem, palmas para a coragem de amarelar uma das muitas simulações de um jogador dos coisinhos. Outras ficaram por assinalar, mas não se pode ver tudo e eles estão muito bem treinados para a função. Se se mostra amarelo ao Jackson naquele lance (houve ímpeto, mas não houve rasteira, nem pontapé, nem qualquer movimento com os braços), também se deve mostrar a Fejsa no outro sobre Quaresma (seria a expulsão do sérvio). Já agora, o lance entre Luisão e Jackson é penalti claro. O colombiano nunca chegaria à bola, mas é nítido que Luisão se assusta com a antecipação de Jackson e tem a reação instintiva de lhe pôr os braços em cima. Falta em qualquer sítio do campo. Na grande área equivale a penalti.
No final disto tudo, deixem-nos sonhar. E deixem-nos acreditar que o verde Minho vai ser azul e branco. Com derrotas em Braga, em Vila do Conde e em Paços de Ferreira, só faltam Barcelos e Guimarães. Está escrito, caros amigos: os coisinhos vão perder o campeonato no Minho. Oremos.

domingo, 26 de abril de 2015

Vencer ou morrer

Até não haver mais relva naquele galinheiro. Até à última gota de suor. Até à última gota de sangue.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

O dia seguinte

Hoje estive para esbardalhar o focinho a um colega de trabalho, benfiquista, que teve a lata de me cumprimentar com um "bom dia, tudo bem?" enquanto sorria ligeiramente. Ele cumprimenta-me todos os dias desta maneira, mas hoje vir com um "tudo bem?" foi uma espécie de ironia inconsciente que lhe podia ter custado caro, e que só não custou porque ir agora para o fundo de desemprego não dava jeito nenhum. Apenas respondi, "tá tudo...", com a esperança de lhe devolver a pergunta na segunda-feira e com um sorriso de orelha a orelha.
De resto, passei o dia meio aziado, como é de calcular, mas cada vez mais convicto que fomos superiores ao Bayern no conjunto das duas mãos. Senão vejamos: foram quatro partes de 45 minutos, das quais ganhámos duas, empatámos uma e perdemos outra. Eu acho que até merecíamos passar. No mínimo, um jogo de desempate (eles sempre tiveram a a sorte de marcar 5 numa das partes...), um tira-teimas. A UEFA devia pensar nisto.

terça-feira, 21 de abril de 2015

5 minutos à Jackson no pesadelo de Munique

Não foi pelo Reyes que saímos hoje da Champions, goleados em Munique. Foi por toda uma diferença abismal que existe entre as duas equipas e os dois planteis, uma diferença que nós, e é preciso recordá-lo, soubemos anular brilhantemente no jogo da primeira mão. Não o esqueçamos. Mas ela está lá, a diferença. De ritmo, de andamento, de pressão, de condição física. Obviamente que ter dois centrais a jogar nas laterais não faz muito pelo nosso jogo de pressing constante - aquele que conseguimos fazer no Dragão. E ter um central lento como é Reyes encostado à linha não ajuda nada. Não querendo alinhar pelo comentário fácil a posteriori, sinceramente, não estava à espera de ver o mexicano em jogo hoje, quanto mais a titular. É certo que não eram muitas as alternativas, mas a presença de dois centrais ali, corta automaticamente qualquer veleidade de a equipa se estender para o ataque com rapidez. E, ficando encolhida lá atrás, sem poder sair em tabelas com os laterais, torna-se presa fácil para um tubarão de dentes afiados como foi este Bayern.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Quem faz de Danilo?

Ricardo-Maicon-Marcano-Indi.
Será este o quarteto defensivo amanhã em Munique? Ou haverá uma surpresa no lado direito?


domingo, 19 de abril de 2015

der Ball


Calma, jornal der Ball! Não precisam de ser tão ostensivos!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Hegemonias

O guru oleoso do comentário desportivo, que dá pelo nome de Rui Santos, apresentou uma tabela através da qual nos dá conta de que o FC Porto está a perder poder. A sapiência atribuiu pontos às várias competições e depois foi só pegar na máquina de calcular. A constatação imediata é a de que os coisinhos estão em primeiro lugar deste ranking, o que leva, desde logo, à mais importante das conclusões: o FCP perde poder. Qualquer um de nós pode fazer o seu próprio ranking, atribuindo os pontos que quiser às competições que quiser. Até podemos fazer as contas necessárias para que o clube do nosso coração fique em primeiro lugar.
Mas eu deixaria aqui apenas uma observação para as duas últimas competições da lista, a Taça da Liga e a Supertaça. Rui Santos atribui a uma taça recente, sem carisma, na qual os clubes aproveitam não poucas vezes para rodar jogadores menos utilizados um peso superior a um troféu que se disputa há mais de trinta anos, organizado pela Federação Portuguesa de Futebol, o órgão máximo do pontapé na bola cá do sítio, e que junta o campeão e o vencedor da Taça de Portugal. Um troféu que faz parte da identidade do nosso futebol, mas que tem, para infelicidade de uns tantos milhões, um problema: o FCP ganhou 20 vezes este troféu. Que chatice. Ora, basta fazermos o exercício de invertermos as pontuações destas duas competições - Taça da Liga e Supertaça - para vermos o que acontece à chamada "perda de poder" do FC Porto. Experimentem.

(Um agradecimento ao nosso leitor Sardonicus, que publicou esta imagem no facebook do Pobo)


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Uma má notícia e uma boa notícia

A má: não vamos ter laterais para Munique.
A boa: Danilo e Alex Sandro irão estar nas meias finais.

domingo, 12 de abril de 2015

Vila do Conde: a resposta competente

Em Vila do Conde, uma grande primeira parte, em que não deixámos o Rio Ave respirar, quase garantia um segundo tempo tranquilo. Digo quase, porque os vilacondenses reduziram (já agora, Danilo e Maicon muito macios na abordagem ao lance) e seis milhões suspiraram que nos acontecesse o mesmo que a eles. Felizmente, houve aquele passe mal feito em zona proibida, Aboubakar foi competente a fazer o que se exigia e Hernâni finalizou com classe. Numa altura em que a questão do goal-average pode ser importante para a definição do título, podíamos e devíamos ter ido atrás de mais golos, mas os criativos já tinham saído (Brahimi e Quaresma) e Lopetegui pareceu dar sinal claro de que era altura de pausar o jogo e, acima de tudo, não meter o pé, não fosse ficarmos privados de mais jogadores por lesão.
Uma última palavra para aquele fora de jogo escandaloso que foi tirado no golo do Brahimi. É que nem se pode dizer que o árbitro auxiliar estivesse mal colocado. Nem se pode dizer que a jogada tenha sido muito rápida. Nem se pode dizer que estivesse em linha ou perto disso. Que se pode dizer, afinal?

terça-feira, 7 de abril de 2015

Quaresma de luxo

Dá a impressão que Quaresma veio aqui ler o post anterior e decidiu responder com uma exibição fantástica a todos os níveis. Duas assistências  e dois golos. Precisamos muito deste Quaresma, agora que parece confirmada a ausência de Tello nos dois jogos da Champions e no galinheiro. Precisamos de um jogador sem medo, que olhe o adversário de frente e ponha a bola com açúcar na zona de finalização. Um jogador que pressione os defesas aos 77 minutos como no lance que deu origem ao quinto golo (ainda que me pareça, efetivamente, que há falta). Precisamos de um líder e, neste momento, Quaresma parece ser um dos que é capaz de dar um abanão no jogo e levar a equipa atrás.
Queria deixar aqui uma nota negativa para os assobiadores que, a meio da primeira parte, mostraram que ainda estavam com o chip da Madeira. Podiam ter aproveitado o intervalo, que não chovia, e ido para casa. O estádio, já de si longe de encher - perto dos 30 mil -, não precisa de ecoar assobios dos próprios adeptos.

domingo, 5 de abril de 2015

Tello lesionado

Partindo do princípio de que os extremos titulares são Brahimi e Tello, a lesão deste último abre as portas da titularidade para o jogo com o Estoril a Quaresma... ou a Hernâni, que deu muito boa conta de si no jogo contra os coisinhos da Madeira. Aliás, dizem as "más línguas" que Lopetegui não os teve no sítio quando preferiu tirar Hernâni em vez de Quaresma, quando o rendimento deste era manifestamente inferior. Por uma questão de equilíbrio dos humores de balneário, será natural a entrada de Quaresma no onze, mas o cigano vai ter de fazer muito mais do que o que lhe vimos fazer na quinta-feira.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Não se lhes pode dar a independência?


Faziam o campeonato, a taça e a liga deles e toda a gente ficava contente.

Uns metidos no jogo, outros longe dele

Perder uma vez com o Marítimo e dizer que foram lá uma vez e marcaram ainda se aceita. Agora, perder duas vezes já é burrice, no mínimo. E desleixo. Ninguém me tira da cabeça que esta equipa, este plantel, este treinador já estão completamente com a cabeça na Champions. Enquanto isso, vamos perdendo oportunidades. No campeonato e, agora, na Taça da Liga. Por isso, das duas uma, ou estes jogadores fazem o jogo das suas vidas contra o Bayern (com a devida compensação no resultado) ou levamos que contar.
Lopetegui tem tido um discurso acertado em relação às arbitragens, por muito que isso faça espécie aos José Nunes e aos Carlos Danieis deste país, mas hoje não tem razão em falar do penalti. A questão aqui é só uma: pagámos o preço da adaptação de um extremo a defesa. Ricardo não pode abordar aquele lance daquela maneira, até porque Maicon estava lá para fazer o corte. Ricardo tem estado bem naquela posição, mas é nestes pormenores que se nota quem tem rotinas defensivas e quem não as tem.
Voltamos ao início. Lopetegui diz que o penalti "os meteu no jogo". É caso para perguntar por que saímos nós do jogo depois da reviravolta. A mim não me impressionam os minutos de posse de bola e as combinações no meio campo se a equipa não é capaz de chegar à área com instinto letal. É que, convenhamos, uma oportunidade de golo em 45 minutos, para uma equipa que se orgulha de estar "entre as oito melhores da Europa" é muito pouco. Foi uma segunda parte mais de confusão do que razão. Pouca ou nenhuma estratégia. Apenas o amontoar de jogadores lá na frente (acabámos com Gonçalo, Aboubakar e Maicon na área).
Sim, Julen, estamos nas "duas competições mais importantes". Ganhar uma delas, pelo menos, fazia-me esquecer esta eliminação.

domingo, 29 de março de 2015

Falta o Moutinho

A capa de A Bola de hoje, cuja manchete é "Luz para campeões", está incompleta. Falta o João Moutinho. Também ele é português, vai jogar hoje pela seleção, e foi campeão na Luz em 2011 (às escuras e debaixo de água). Como é que foi possível esquecerem-se disto, senhores?

domingo, 22 de março de 2015

Foi do Bayern?

O que se passou hoje na Madeira foi uma espécie de soco no estômago. Já levamos anos e décadas a ver futebol e nunca estamos preparados para isto. A nossa equipa em crescendo exibicional nos últimos jogos, com grandes golos, com solidez defensiva. E a afirmar-se em termos europeus. O líder do campeonato perde, e a hipótese de ficarmos a um ponto está já ali ao virar da esquina. E não vamos além de um empate. Terrível desilusão num jogo contra uma equipa que nem pôde contar com três dos seus mais importantes jogadores. Nós, que não pudemos contar com Jackson (e que diferença faz para um Aboubakar esforçado, mas a léguas da qualidade do colombiano), devíamos e podíamos ter feito mais. Muito mais.
O discurso de Lopetegui para o exterior tem de ser aquele mesmo. Destacar a redução da diferença pontual e destacar o facto de, pela primeira vez, dependermos de nós próprios para sermos campeões. Reforçar a ideia de que ainda falta muito campeonato para jogar. O discurso para o interior, porém, tem de ser bem diferente. Pela forma apática como entrámos na segunda parte. Pelo domínio que consentimos ao adversário. Pelos erros de marcação no golo do Nacional e noutras jogadas que poderiam ter sido fatais (é inevitável pensar na incompetência defensiva de Alex Sandro em lances ao segundo poste). Se os coisinhos provaram do veneno de que têm vindo a beneficiar jogos a fio, mostrando, mais uma vez, que não têm qualidade para justificarem uma tão grande diferença de pontos, nós, com este empate, também não transmitimos uma ideia de força, também nos recusámos a marcar uma posição de afirmação. Ao invés, a mensagem que fica é a de falta de fiabilidade. Aquela imagem que em outubro e novembro foi atribuída à tal rotatividade.
Razões para esta entrada apática na segunda parte? Se tivéssemos um treinador português, seria fácil criticar a habitual "gestão do resultado" de que somos pródigos assim que nos encontramos a ganhar. Mas temos um treinador espanhol, ambicioso, habituado a motivar malta jovem com sede de afirmação. O que falhou, então? As bolas nos postes? O penalti sobre o Quaresma? Ou o pensamento já no Bayern de Munique, misturado com a presunção de uma vitória mais ou menos garantida?

sábado, 14 de março de 2015

Braguinha

Um amigo diz-me que eles vão perder pontos quando menos se esperar. Espero que sim. Hoje o domínio foi tal sobre o Braga que nem mesmo a costumeira expulsão pode ser argumento (já agora, uma falta estúpida porque o Salvio nunca chegaria à bola). Muito pressionado pelos coisinhos, o Braga não ligou uma jogada, não teve uma oportunidade. Nada, zero. No fundo, um filme já visto no jogo contra o FC Porto. Só que, de acordo com a teoria vermelhusca, no jogo contra nós, o Braga não fez porque não quis. Hoje, na Luz, não fez porque não pôde, certamente.
Palmas para o árbitro, que teve a coragem de - finalmente - assinalar falta num dos famosos bloqueios do Luisão na área adversária, e amarelar o Gaitán, que mergulhou na área como se não houvesse amanhã.

sábado, 7 de março de 2015

Este é o Porto que queremos

Só errei nos marcadores e no resultado, não na vitória do FCP nem no choradinho do Sérgio Conceição. Já percebi este projeto de treinador: quando a coisa não corre de feição à sua equipa, a culpa é do árbitro. É desonesto, vê jogos que não existiram, cria polémica para abafar a sua incompetência. Hoje o FC Porto dominou o Braga em 90% do jogo. Foram fraquíssimos os arsenalistas, aliás tal como já o tinham sido a jogar contra 9 na Taça da Liga. Conceição agarra-se a hipotéticos casos de arbitragem porque sabe que vai ter aliados na imprensa e no país vermelhusco. Espero, sinceramente, que este projeto de homem nunca tenha sucesso enquanto treinador. Enoja-me.
Quanto ao nossos, que isso é que importa, passaram mais um teste decisivo com distinção. Eu tinha dito que passar Boavista, Sporting, Braga e atingir os quartos-de-final da Champions seria uma prova de capacidade, de maturidade, de competência. Só falta a última etapa deste ciclo. Independentemente dos erros do passado e mesmo que não cheguemos a ser campeões, esta equipa vai dar luta até ao fim. E é isso que os portistas exigem. E estão a ter.
Lopetegui demorou a perceber o "sistema" jornalístico português, mas mais vale tarde que nunca. Estou a adorar a forma como olha os jornalistas de frente e lhes diz na cara que fazem perguntas que não passam de provocações ou de lugares comuns para encher o tempo. Continua, Julen, por muito que os comentadores se cocem na TV porque te acham "demasiado agressivo" ou "arrogante". É disto que precisamos.
Para Jackson, a última palavra. Que o jogador mais importante do clube, neste momento, recupere depressa. Enquanto isso, temos Aboubakar e Gonçalo, prontos para provar que são alternativas válidas.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Flashes

Tanto sobre o que escrever, tão pouco tempo para o fazer. Enfim.
Hoje, em Braga, após a vitória indiscutível, com dois de Jackson e um de Evandro, Sérgio Conceição irá atirar-se ao árbitro e, entre outras coisas, dizer que é um homem sério, com família e que exige respeito.
Domingo, Kayembé vai marcar o golo da vitória nos descontos, correr para a câmara mais próxima e levantar a camisola onde se lerá, por baixo, "Je suis Porto".
Há bocadinho, li no JN online que Paulo Pereira Cristóvão e o artista da Juve Leo vão ficar em prisão preventiva. Nunca fez tanto sentido a canção "Só eu sei por que não fico em casa".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O mínimo exigível

Ainda esperei dois ou três minutos até festejar o golo do Danilo, não fosse o árbitro mandar repetir o penalti. Este inglês fez uma arbitragem muito fraquinha, sempre em prejuízo do FC Porto. E nem estou a falar do golo anulado ao Casemiro (na verdade, Marcano influencia a movimentação do guarda-redes). Estou a falar, como erros mais graves, claro, do penalti escandaloso sobre Jackson e do perdão do segundo amarelo ao Samuel no lance da mão. Mas não foi só isso. Não percebo como é que o Basileia chegou ao fim com os onze em campo nem como é que uma lei que nunca é aplicada no futebol atual (amarelo por "pedir" amarelo) foi-o hoje contra nós.
Em suma, não foi fácil jogar contra um árbitro destes nem contra um Basileia tão "aguerrido" (para ser simpático). Mas, como portista, queria mais. Queria sair dali com uma vitória. A sensação com que se fica é que era possível ganhar este jogo (estou a ver, neste momento, um Lopetegui bastante zangado na conferência de imprensa...). Mas depois começamos a pensar que temos um Tello em subrendimento (ou será que ele é mesmo isto?), um Casemiro que seguramente falhou 75% dos passes que efetuou ou um Herrera que faz passes ao guarda-redes adversário quando teve tempo para se enquadrar com a baliza e preparar o remate - quando pensamos nisto -, o melhor é desfrutarmos deste empate que nos abre excelentes perspetivas de ir para os quartos de final.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Menos dois pontos

Na prática, o empate ou a derrota dos coisinhos vai dar ao mesmo. Em qualquer das situações, teremos de ir ganhar à Luz e ser campeões na ponta final do campeonato. É certo que o resultado de ontem não nos deixa a depender apenas de nós, mas pelo que a equipa do catedrático da bola jogou, acredito que vão perder pontos. Mais do que nós, que também não somos fiáveis na matéria.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Uma vitória, três pontos e... amanhã há mais

Estamos todos curiosos para saber quem é que Lopetegui vai tirar das alas para voltar a pôr Brahimi. Se ele for um gajo como deve ser, tira o Tello, que ainda hoje fez um jogo sofrível, ficando na retina aquele lance incrível em que se isolou, parou, fintou, não passou, não rematou, quis voltar a fintar e perdeu a bola. A indefinição ou a má definição. Um pouco o que tem sido este espanhol ao longo da época. Com momentos bons, sem dúvida, mas a deixar a impressão que não vai dar mais do que aquilo. Um adepto mais radical dirá que Tello é um Adrián Lopez, mas com velocidade.
Quaresma, desta vez, fez os noventa minutos e esteve muito em jogo, por vezes surpreendendo ao surgir no miolo a construir. Um amigo disse-me recentemente que, ao perder velocidade e capacidade de explosão nesta fase da carreira, talvez não fosse má ideia colocar Quaresma no meio, atrás do ponta de lança. Uma espécie de dez. Mas para isso tínhamos o Quintero.
O gajo de que ninguém gosta fez hoje duas assistências para golo. E não errou um passe. Continuo a gostar dele e a reconhecer-lhe muitas qualidades, mas tem de fazer mais jogos destes, com maior constância. E, já agora, rematar à baliza.
Amanhã, temos calimeros contra coisinhos. Uma vitória destes é uma desgraça. Um empate é uma boa notícia. Uma vitória dos verdinhos é a nossa oportunidade.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Apanhar a toalha do chão

Esta capacidade de regeneração que o futebol nos traz é fantástica. No domingo à noite chorávamos que nem umas madalenas o afastamento do título, recuperávamos velhas acusações a Lopetegui, perguntávamos a Indi "Como foi possível?", púnhamos em causa a SAD e insinuávamos o fim do período de validade do nosso Presidente. Vinte e quatro horas depois, desligávamos a TV segundos após Paixão apontar para a marca da grande penalidade e abríamos a boca de espanto, uma hora a tal depois, com os noticiários a darem destaque a um tal Sérgio Oliveira. Ontem à noite, esquecíamos tudo e sorríamos com um miúdo de apelido célebre a mostrar que está destinado a ser grande como o pai - ou ainda maior, quem sabe. Em quatro dias, estivemos no inferno, mas voltámos para ver se ainda conseguimos um lugarzinho no céu esta época. Apanhemos a toalha do chão.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Ainda vamos ficar atrás do Sporting?

Hoje apetecia-me dizer muito mal de muita coisa na nossa equipa, mas não sei se o vou fazer. Talvez amanhã.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Os guerreiros somos nós

E eu só venho aqui dizer que sentimos um grande orgulho nos nossos adeptos, nos nossos jogadores, no nosso treinador e no nosso PRESIDENTE.


ps - Sérgio Conceição, és muito pequenino, pá!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Seis seguidas

Perdem-se campeonatos em jogos como os de ontem. Um campo impróprio que favorece quem joga na raça, no choque, no ressalto. O Penafiel fez isso, e bem, conseguindo reduzir num lance em que a nossa defesa fez lembrar os tempos de Paulo Fonseca: jogadores a atrapalharem-se, desorientação, falha técnica.
Por momentos, pairou a dúvida sobre o resultado final, mas o génio de Jackson Martinez resolveu, junto à linha de fundo, um problema complicado, conseguindo criar as condições para o terceiro golo, que acabou com as dúvidas.
Mais uma etapa cumprida. E vão seis seguidas.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

El mejor del mundo

Aquele grito em castelhano vai vender mais uns milhares de camisolas, com a imagem de Cristiano Ronaldo estampada por cima de um "Sí" gigantesco a fazerem a moda dos próximos tempos. Não me admiraria nada que isto fosse um golpe comercial fabricado pelo marketing madridista.
A "promessa" de apanhar o Messi vai ser aproveitada pela imprensa catalã e, já agora, pelos argentinos, que vão ver aquela referência como um prestar vassalagem ao verdadeiro, na opinião deles, melhor jogador do mundo. E vão cobrar-lhe estas palavras daqui a um ano.
À parte estes dois pormenores, nada de surpreendente esta eleição e inteiramente justa. Ronaldo é uma máquina.